Matemática Financeira









Matemática Financeira
contas.jpg A matemática não tem uma data específica para seu nascimento. Os conhecimentos matemáticos vieram a partir da necessidade do ser humano de podermos retratar quantidade, resolver problemas do cotidiano. A origem da palavra matemática é grega, vem de “máthema” e quer dizer ciência, aprendizado, conhecimento.

Com o advento do dinheiro, novos problemas surgiram e, assim, houve a necessidade de explorar a matemática de uma forma a poder responder essas novas questões que vinham junto com  o dinheiro. Então, se criou um novo ramo da matemática, a matemática financeira. Esse novo “ramo” se dedica, entre outras coisas, a estudar a relação entre o tempo e o dinheiro, mas não se restringe somente a isso. Questões que necessitam o cálculo de média, estatísticas, possíveis lucros e prejuízos são muito úteis para e até necessários para o funcionamento de uma empresa ou instituição.

Como já foi dito, a matemática tem sua historia correndo paralelamente a história do dinheiro. Em especial na Idade Média, em que cada país tinha seu próprio dinheiro, a transição de valores entre países era complicada. Dessa realidade, nasceram os cambistas, pessoas responsáveis pela troca de dinheiro entre países. Dessa profissão, iria surgir o que conhecemos hoje como banqueiros, mas desde a época de cambistas, políticas de trabalho refletiam conhecimento de matemática financeira. Mas existem relatos, em pedras encontradas, que pertenciam aos sumérios. As pedras continham informações com as mesmas caraterísticas documentos atuais como notas fiscais e recibos.

Uma mudança que vem ocorrendo nos nossos dias é que, ao contrário do que se pensava no passado, a matemática financeira não é de uso somente de empresários, contadores e dos que trabalham nessa área, apesar de servir essencialmente a esse grupo. As aplicações desta área de estudo estão cada vez mais comuns no cotidiano de profissionais de outras áreas de atuação. O simples fato de escolher entre dois móveis e avaliar em qual dos dois, se divididos os preços em parcelas com juros, terá melhores condições de preço e pagamento, está intimamente ligado as áreas de atuação da matemática financeira.

O conhecimento, seja ele matemático, geográfico, histórico ou químico, tem sempre sua utilidade. Na pior das hipóteses, ele pode nunca ser usado na sua vida profissional, mas provavelmente possa ser usado alguma vez na vida. O conhecimento na área de matemática financeira não é mais, se é que algum dia foi, conhecimento recomendável somente para quem trabalha na área de finanças. Portanto, navegue pelo site e aprofunde-se sobre essa área que pode tornar sua vida financeira bem mais sadia.
 
História da Matemática Financeira
 
 
   notas.jpgA matemática financeira, assim com a  propria matemática, é um dos conhecimentos primórdios e básicos do homem. As descobertas matemáticas foram sendo movidas pela necessidade. Até mesmo  o ato de “contar” um número muito grande de bois seria impossível sem a matemática.

A matemática financeira teve maior impulso ainda antes da criação do dinheiro. Na época o escambo (sistema de troca de mercadorias), era o modo como o comércio e a economia se moviam. A matemática financeira é mais voltada para problemas e situações que passamos pelo dia a dia, problemas que empresas, funcionários, empresários passam constantemente.

O primeiro registro impresso de matemática considerada como financeira foi a aritmética de Treviso, datada no ano de 1478, a qual já mostrava ser um matemática comercial, tendo em suas aplicações a prática de escambo, ou seja, a forma de organização econômica da época. Muitos livros foram produzidos no Secúlo XVII e “redescobertos” na fase do Renascimento.

Em 1484 foi publicado, na Itália, a “Aritmética Comercial”, escrita por Pierro Borghi. Essa aritmética foi de extrema importância para o desenvolvimento da matemática financeira, já que tratava de questões bastante pertinentes ao comércio da época. Prova de sua importância é que foram, pelo menos, 17 edições, sendo que a última aconteceu em 1557. Também um marco para a história dessa área foi uma forma de aritmética, desenvolvida por Filippo Calandri.  Apesar de ser influente como foi a de Pierro Borghi, teve sua importância reconhecida por ser a primeira a contar com problemas ilustrados.

Um povo antigo, os sumérios, mesmo 3000 a.C. já usavam da matemática financeira. Em achados sobre essa civilização, percebeu-se o apontamento em tábuas com princípios de documento atuais como faturas recibos, juros (tanto simples como composto), hipotecas e outros. Além de dessas funções, haviam tabuas com noção de operação matemáticas como exponencial (usada no cálculo de juros compostos), operações de multiplicação, divisão, sistemas de pesos e medidas, além de tabuas que relatavam de empresas comerciais.

Os primeiros indícios de uma função que saísse da matemática básica e fosse para a área financeira foi a pratica da aplicação de juros. Em civilizações como o sumérios, em que o escambo era a sistema econômico, os juros eram intimamente ligados a colheita. Ocorria de, por exemplo, pegar empréstimos para ajudar a plantar uma safra, e o pagamento aconteceria na próxima colheita, já coma  aplicação do juros.

Outras práticas que incluíam matemática em suas aplicações e que foram amplamente usadas no início das civilizações são os impostos e a desvalorização. Este ultimo extremamente ligado a aplicação do juros.

Outra “ invenção” que esta ligada a matemática financeira é a criação de bancos. Estes últimos, surgiram num momento de grande desenvolvimento comercial no mundo. Passou-se a comercializar também ouro e prata e os países passaram a desenvolver sua própria moeda. Essas moedas eram de circulação local e aí surgiu o problema da diferença de moedas entre países vizinhos ou que mantivesses relações comerciais. Sendo assim que começaram a aparecer “cambistas” para troca entre essas diferentes economias.

Depois de um tempo, os cambistas ganharam muito dinheiro e passaram a também guardar e emprestar dinheiro. Neste momento esse serviço já era comum, pois os cambistas davam segurança ao dinheiro que, se estivesse na casa das pessoas, corria risco de ser saqueada a qualquer momento. Os cambistas ficavam em bancos de madeira nas praças mercados da época. O fato de estarem sempre sentados nesses bancos acabou criando o termo “banqueiros” e “banco” como conhecemos hoje. Os cambistas, conforme foram sendo mais procurados, começaram a estipular um valor que deveria ser dado a eles como forma de pagamento do empréstimo ou do serviço de guarda o dinheiro alheio. Os cambistas já tinham a noção de lucro, que é um valor fundamental na matemática financeira

De lá para cá, mudamos nosso sistema monetário e toda nossa economia e junto a essas mudanças, a matemática financeira foi tomando e englobando mais pensamentos e formulas para resolver os novos problemas que foram surgindo com o florescer econômico mundial. Hoje fazemos cálculos para causas e situações inimagináveis como, por exemplo, a balança comercial, que tem cálculos próprios. Mas é importante lembrar também que, apesar dessa aparente complexidade da economia moderna, as questões que motivaram o surgimento desses problemas está no passado.  A proporia balança comercial é movida pela valorização, ou desvalorização, de alguma moeda ou coisa e essa variação de valor de algumas coisas já estavam presentes em civilizações antigas.

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